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VOCÊ POSSUI AS MELHORES HABILIDADES PROFISSIONAIS PARA O FUTURO?

Por Ricardo Missel

O desenvolvimento da Indústria 4.0, onde as tecnologias digitais avançadas têm relevância igual ou maior que as estruturas físicas e tradicionais, tem despertado algumas considerações em relação a quais são as novas habilidades necessárias para os profissionais que trabalham nessas organizações. As lideranças dessas empresas já assumem que as competências demandadas até 2 ou 3 anos atrás já não são mais suficientes para encarar os novos desafios.

Por isso, o novo foco de desenvolvimento de executivos está voltado mais do que nunca para treinamento e desenvolvimento e na busca de profissionais com perfil orientado pelo lifelong learning (aprendizado contínuo). Essa informação é confirmada pelo Relatório de Prontidão da Deloitte Global 2020, que aborda como tema central a intersecção entre as questões relacionadas à prontidão e responsabilidade e a importância do equilíbrio entre estas para o bom desempenho das empresas. No relatório, 80% dos executivos dizem que trabalham para o desenvolvimento de uma cultura de lifeling learning.

Para Michele Parmelle, Diretora de Pessoas e Propósito da Deloitte, “as empresas estão começando a entender que, se desejam ter sucesso na Indústria 4.0, devem criar ambientes de trabalho ágeis e culturas modernizadas no local de trabalho, onde os funcionários possam adquirir continuamente novas habilidades para acompanhar a natureza mutável do trabalho”.

Nesse contexto onde a tecnologia digital ganha relevância e atua como protagonista, a proficiência técnica segue sendo bastante importante, mas pode não ser o maior diferencial. É fundamental que as pessoas passem a considerar o desenvolvimento das habilidades humanas, que ainda se destaca como o grande trunfo dos humanos em relação às máquinas. Portanto, o foco principal das estratégias de RH deve estar em preparar uma força de trabalho ativa e adaptável ao novo contexto.

Uma pesquisa do IFTF (Institute for the Future) indica que uma das habilidades fundamentais para o futuro dos profissionais será a inteligência contextualizada, que é a capacidade de compreender sociedade, negócios, cultura e pessoas a partir de uma mente empreendedora. Pesquisas de Harvard vem identificando que apesar de muitas habilidades humanas serem consideradas inatas, o desenvolvimento das questões socioemocionais e não cognitivas podem ocorrer durante a fase adulta através da cultura do lifelong learning.

Apesar do entendimento desta realidade, existe uma contradição entre o pensamento dos líderes e a percepção das novas gerações em relação ao desenvolvimento de pessoas nessa área. Enquanto mais de dois terços dos envolvidos na pesquisa destacaram a importância do desenvolvimento de habilidades interpessoais, apenas 26% dos funcionários dizem ter sido incentivados de alguma forma para desenvolvê-las.

Dentre as habilidades profissionais definidas como mais importantes para o futuro, a pesquisa identificou que grande parte delas está relacionada à necessidade de adaptação ao novo formato de capitalismo consciente. São elas:

– Responsabilidade sobre o impacto Social e Ambiental – consciência e atitude sobre ações e o impacto sistêmico no negócio sobre sociedade e ambiente.

– Interculturalismo – capacidade para se relacionar construtivamente com as diferentes culturas, promovendo interações e compreendendo as complexidades culturais.

– Comprometimento com treinamento e desenvolvimento de pessoas – dedicação para a cultura do lifelong learning.

– Comunicação compartilhada e assertiva.

– Foco em propósito – captar o propósito do negócio e usá-lo como norteador na tomada de decisão.

– Strategy Driven (Orientação pela Estratégia) – determinar os esforços direcionado pela estratégia.

*Ricardo Missel é sócio da Missel Capacitação Empresarial, Administrador e Especialista em Design Estratégico.



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