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TRABALHANDO EM HOME OFFICE

*Por Claudio D’Amico

Cada vez aumenta mais o número de profissionais que montam o seu escritório em casa, ou seja, trabalhando no formato home office. É muito grande a probabilidade que será desta maneira que as pessoas irão trabalhar num futuro próximo.

Com as últimas mudanças estabelecidas nas leis trabalhistas, houve uma permissão para que esta forma de trabalho se tornasse legalizada. Nas situações em que algumas organizações aumentaram o seu quadro de funcionários e outras diminuíram o espaço de trabalho, houve uma necessidade de que alguns profissionais trabalhassem remotamente. Não significa somente trabalhar em casa, mas em um espaço alternativo como em hotéis, cafeterias, em espaços coworking e inclusive em parques, por que não? Qualquer lugar é lugar, desde que a pessoa se sinta à vontade e produza o resultado necessário.

Haverá cada vez mais profissionais trabalhando fora dos ambientes de trabalho tradicionais e formais, onde deverão ter um cuidado especial nestas condições. Para se adaptar a esta situação de trabalho o profissional precisará ser uma pessoa muito focada, evitando distrações, o que é muito fácil de ocorrer para quem trabalha em casa, como por exemplo, distração com os filhos, o cachorro, a televisão, o carteiro e até a geladeira.

É importante que o profissional tenha certas competências importantes, onde o primeiro passo é o autoconhecimento. Deverá perceber quais atitudes que necessitarão ser observadas para que consiga produzir de maneira adequada, ou seja, cumprir com o seu trabalho.

Um ponto importante é que este profissional deverá gostar do que faz, sendo movido pelo propósito, tendo muita dedicação, persistência e principalmente, disciplina. Se engana quem acha que trabalhará menos, pelo contrário, a jornada de trabalho se estenderá além das 8 horas por dia e possivelmente não terminará na sexta-feira. Há uma tendência de trabalhar de maneira contínua e mais intensa.

O trabalho não será exclusivamente remoto, pois haverá a necessidade de reuniões presenciais, provavelmente semanais. Para quem está mais distante, em outras cidades, estados e até em outros países, talvez a presença física na empresa seja um pouco mais espaçada. Vários países já adotaram este sistema há pelo menos uma década, como os Estados Unidos, Índia e muitos países da Europa. Mas aqui no Brasil ainda há muito preconceito, tanto por parte das pessoas como das organizações. Ainda estamos muito preocupados com os horários de trabalho e não com os resultados propriamente ditos. Nos 20 maiores ecossistemas de startups do mundo, em média 26% dos funcionários trabalham de forma completamente remota, segundo o resultado encontrado no relatório Global Startup Ecosystem Ranking de 2015. No Vale do Silício, este número sobe para 43%. São Paulo está em 12º lugar nesta lista, com 25%.

Além das questões comportamentais, são extremamente importantes outras condições técnicas, tanto relativas ao conhecimento por parte do profissional quanto a estrutura que tem à disposição. O espaço de trabalho deve ser silencioso, iluminado e ergonômico. Isto promove a produtividade. Não use a mesa da sala ou a cozinha! A conexão com a internet deve ser excelente para garantir a produtividade, o seu notebook deve ser adequado às características do seu trabalho, além de um certo domínio tecnológico, como por exemplo, o uso do Skype, software da empresa e redes sociais.

Jamais trabalhe de pijama, de pantufas e sem camisa. Se você se vestir de maneira adequada, sem a necessidade de terno e gravata, é muito provável que levará o trabalho mais a sério. Talvez precise fazer uma reunião urgente e remota com a empresa ou com algum cliente. Esteja preparado!

Apesar dos desafios, quem consegue administrar seu tempo e produzir com qualidade no home office acaba trabalhando melhor a aproveitando muito mais a vida. Isto porque se conseguir adiantar o trabalho, até por não ter gasto tempo no trânsito para o deslocamento entre casa e trabalho e congestionamentos, poderá desfrutar de uma academia, ida ao shopping, momentos com a sua família, ou apenas momentos livres. Isto com certeza gerará maior motivação e satisfação ao profissional. Afinal, o trabalho é o que se faz e não onde se está.

Falando em trabalho do futuro, aqui foram relacionadas algumas Competências 4.0, como habilidades tecnológicas e em redes sociais, ser movido por propósito, capacidade de trabalho baseada na convergência (ou colaboração virtual), além  da capacidade para autoconhecimento, esta última não tão nova assim quando se fala de competências.

 

Claudio D’Amico

diretor de performance da Missel Capacitação Empresarial

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Há vários anos estudo o tema competências e percebo que neste momento estão sendo exigidas novas habilidades, diferentes das que eram exigidas até então. Em consequência deste cenário que se apresenta é de grande importância o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. Caso contrário já estaremos obsoletos.

 



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