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SOFT SKILLS: O VERDADEIRO DIFERENCIAL DAS PESSOAS

*Por Simoni Missel

O Brasil se assemelha aos mercados de trabalho como os da Espanha e Itália, onde os níveis de desemprego são altos e milhares de posições e profissionais estão disponíveis, não somente pela carência de qualificações técnicas, mas também pela carência das chama­das soft skills, que podem ser, por vezes, as mais requisitadas.

O que são soft skills?

São carac­terísticas intrínsecas de personalidade, diretamente relacionadas à inteligência emocional, ati­tudes e aos valores de um indivíduo, além das suas capacidades técnicas. Também estão ligadas à forma de se relacionar e interagir com as pessoas, como isso afeta os relacionamentos no ambiente corporativo e, por consequência, na produtividade da equipe.

Uma pesquisa realizada pela Career Builder, com 2.138 gestores, apontou que 77% dos entrevistados afirmam que as soft skills são tão importantes quanto habilidades técnicas e 16% acreditam que as habilidades comportamentais podem ser até mais importantes.

Soft skills impactam e diferenciam os profissionais focados em resultados e aqueles com visão estratégica diferenciada, capazes de perceber as necessidades de mudança e agir proativamente. Tem a ver também com a habilidade de desenvolver soluções para problemas difíceis.

Podemos considerar, e diversos estudos comprovam, que as empresas estão vivendo uma crise de soft skills entre seus funcionários. Em conversas com líderes de diversas organizações, fica claro que as competências técnicas podem ser mais facilmente adquiridas através de cursos regulares, em escolas técnicas e universidades. Entretanto, as atitudes, a postura profissional, a maturidade para lidar com imprevistos e o bom relacionamento não são desenvolvidos formalmente.

As soft skills necessitam de desenvolvimento constante, a partir da percepção do autoconhecimento e das melhores estratégias no que diz respeito às relações entre profissionais. A partir daí se desenvolve a percepção das necessidades de desenvolvimento que irão orientar a melhoria constante.

Grande parte das lideranças das empresas (CEOs, diretores e gerentes) enfrentam diariamente o desafio do desligamento motivado pela carência de soft skills de seus colaborares, muitas vezes profissionais com comprovada experiência e senioridade, mas que apresentam comportamentos nocivos ao time e a empresa. Alguns exemplos são: desrespeito e/ou desconsideração na relação com a equipe; centralização de decisões e retenção de informações; dificuldade para tomar decisões; falta de serenidade para solucionar e analisar os problemas e; baixa capacidade de desenvolver equipes e orientar carreiras

Ainda existe uma alta tolerância aos profissionais com baixas soft skills. Entretanto, a consciência das empresas em relação aos custos e prejuízos oriundos deste tipo de profissional tem crescido rapidamente. Há pouco anos atrás, os resultados de pesquisas já acusavam que 80% dos funcionários que pedem demissão das organizações o fazem para se ver livre de seus “chefes”, e não por problemas com a empresa, mas isto não era suficiente para desligar um executivo. Ao contrário do que acontece hoje, muitas companhias consideram importante a percepção das equipes e os resultados das Pesquisas de Clima Organizacional quanto as soft skills de seus executivos, pois estas podem ser responsáveis pela perda de talentos que poderiam contribuir para os resultados da empresa.

Fica a cada dia mais evidente que a permanência de um executivo dentro da empresa e as chances de ascender na carreira são diretamente proporcionais à sua capacidade de desenvolv­er suas soft skills, conectá-las às suas habilidades técnicas e atuar com uma visão inter­disciplinar. As empresas já estão atentas a isso!

 



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