(51) 3338 0220
missel@missel.com.br

PARA DAR FEEDBACK, TODO CUIDADO É POUCO!

Por Simoni Missel

Nem sempre percebemos o impacto que nossos feedbacks podem causar no taker, (neste artigo usaremos a nomenclatura publicada no livro Feedback Corporativo, que escrevi a partir de 20 anos de estudos sobre este tema, onde Taker é aquele que recebe o feedback e Feeder é quem dá o feedback).

No dia a dia do trabalho, quando precisamos dar um feedback corretivo em relação às atitudes de um subordinado, encontramos grande dificuldade para perceber qual o melhor momento, as palavras certas, o tom de voz ou intensidade da emoção. Muitas vezes, nos costumamos a falar de forma impulsiva, a fim de aliviar a ansiedade, sem avaliar ou refletir sobre os possíveis riscos dessa postura. Essa atitude pode até piorar a situação em torno do assunto do feedback.

Quando isto acontece, a tendência por parte do feeder é pressionar o taker, para que ele resolva da melhor maneira e o mais rapidamente possível o problema. Porém, na maioria das vezes, essa atitude tem impactos negativos. Ao agir de forma impulsiva e com uma abordagem opressora, o feeder acaba bloqueando a capacidade de raciocínio do taker sobre o tema central do feedback, reduzindo a compreensão e assimilação das informações. É importante que se entenda que não é o feedback que vai solucionar o problema ou corrigir os comportamentos, mas sim, a nova postura do taker a partir das informações recebidas.

O profissional no papel de feeder precisa assumir a relevância de sua postura frente ao desenvolvimento de seu taker, pois este é o principal objetivo do feedback. Portanto, o impacto de suas palavras tem relação direta com o crescimento do taker. É fundamental nesse processo que haja o conhecimento de metodologias adequadas para dar feedback, aproveitando ao máximo o potencial dessa ferramenta na gestão das pessoas.

É claro que uma grande parte do sucesso do feedback está relacionado com a abertura, a disposição para aprendizado e para as mudanças e o entendimento por parte do taker de quanto essa prática pode apoiá-lo a crescer na carreira, e de que não é apenas uma crítica ou desabafo de seu feeder. Ver no feedback uma oportunidade de crescimento e desenvolvimento é fator chave de sucesso nesse sentido. O papel da empresa na disseminação do feedback como uma prática positiva é fundamental nesse processo de cultura de gestão de pessoas.

Ambos personagens dessa relação de feedback (feeder e taker) precisam estar em constante busca pelo autoconhecimento. Desde que nascemos e ao longo da nossa vida, a constante busca por conhecimento é inerente a nossa espécie. Buscar o entendimento de como e por que reagimos aos desafios e situações de trabalho (autoconhecimento) também impacta o nosso desempenho de forma positiva.

O momento do feedback evidencia a forma como lidamos com as emoções nossas e dos outros. Controle emocional e empatia são habilidades fundamentais para gerir situações de stress, ansiedade e possível conflitos. Procure conhecer uma metodologia estruturada e desenvolva seu autoconhecimento para poder usufruir de todos os benefícios possível do feedback. Afinal, para dar feedback, todo cuidado é pouco!



Voltar