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O PODER DAS EQUIPES MULTIFUNCIONAIS

*Por Simoni Missel

A tendência global em direção às organizações baseadas em equipes colaborativas está crescendo rapidamente, já que este modelo responde de forma mais eficaz as demandas de um mercado ágil, incerto e altamente competitivo. Para operar em um ambiente dinâmico e imprevisível, uma das mudanças fundamentais nos negócios é a dos modelos hierárquicos de gerenciamento para equipes multifuncionais.

Mas o que são equipes multifuncionais?

Equipes que desenvolvem produtos para o mercado B2B ou B2C precisam, mais do que nunca, reunir talentos de diferentes funções e especialidades permitindo uma abordagem mais ágil ao desenvolvimento de produtos e a interação com os clientes. Equipes colaborativas e multifuncionais trabalham com as diferentes áreas da organização, fornecedores, clientes internos e externos e os stakeholders.

Neste modelo, os cargos têm menor relevância. Flexibilizar a posição hierárquica de acordo com a função que exercerá em cada projeto é a regra. O importante é contribuir para o sucesso do projeto.

Para se adaptar a um novo modelo que exige relações de trabalho menos burocráticas e mais flexíveis, as empresas precisam dar um grande salto no design das equipes e nas hierarquias da organização, onde a linearização da hierarquia é a tendência. Para isto, é indispensável desenvolver um mindset para equipes colaborativas, o que favorece a tomada de decisões mais ágeis, baseadas em evidências e indicadores.

Apesar da comprovação de pesquisas sobre a melhora do desempenho organizacional com a implantação de equipes colaborativas, segundo um estudo da Human Capital Trend em 2019 realizado pela Consultoria Global Deloitte, as equipes de alto desempenho em grandes organizações ainda são difíceis de serem encontradas e seguem atuando em formatos complexos.

Segundo o estudo, com 10 mil líderes de negócios e de Recursos Humanos em 119 países:

–  apenas 6% das empresas pesquisadas se classificaram muito eficazes no gerenciamento de equipes multifuncionais.

– apenas 7% dos entrevistados se sentiram muito preparados para executar essa mudança.

–  65% consideram a mudança de “hierarquia funcional” para “modelos organizacionais centrados em equipe e baseados em rede” como importante ou muito importante.

Para impulsionar este processo de transformação na formatação de trabalho das equipes, o papel das lideranças é fundamental na implantação deste modelo na gestão das pessoas.

É necessário que os líderes seniores e de departamentos funcionais movimentem as pessoas rapidamente, criem novos negócios e tenham, cada vez mais, a capacidade de iniciar e interromper projetos de acordo com a necessidade, levando as pessoas a assumirem novos papeis.

Os líderes devem iniciar pelo processo de seleção, priorizando os perfis multifuncionais adequados e desenvolvendo novas lideranças com mindset para mudança e alta capacidade de comunicação e resiliência. A ideia é criar um ambiente para que as equipes sejam interativas, abertas, inclusivas e eficazes. É importante orientar os profissionais no sentido de mudar a mentalidade de crescimento ascendente na escala hierárquica para o crescimento de experiência para a experiência.

As lideranças precisam cultivar uma maior colaboração nos níveis de liderança sênior, inclusive entre os executivos. Isso significa mudar os modelos de carreira para serem facilitadores da mobilidade dos funcionários dentro da organização, a fim de colocar as pessoas certas nas equipes certas, no momento certo – não importa onde elas estejam.



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