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NEUROPLASTICIDADE

Por Claudio D’Amico

A neuroplasticidade, também conhecida por plasticidade neuronal ou maleabilidade cerebral, é a capacidade de mudança e reorganização dos neurônios de acordo com mudanças ambientais, experimentais, sociais, físicas e lesões mais graves.

O processo contínuo de mudança cerebral, de “reorganização” dos circuitos neurais, e da recepção de novas atitudes ou pensamentos é o que se chama neuroplasticidade.

O principal fator da mudança neuroplástica do cérebro é o comportamento. O problema é que a quantidade de comportamento e de treino necessária para desenvolver novas competências é bastante desafiador. Nada é mais eficaz do que a prática para nos ajudar aprender.

Alguns exercícios preparam o cérebro para aprender, como por exemplo, a leitura, desafios, simulações, experimentações, cálculos matemáticos sem uso de calculadora e até palavras cruzadas.

Quanto maior a dificuldade ou o esforço durante um treino, maior é a aprendizagem e a mudança estrutural do cérebro. Este esforço funciona como modelador estrutural e funcional por tudo o que fazemos, mas também por tudo o que não fazemos. Isso requer que cada indivíduo faça a sua própria intervenção comportamental, o que será mais fácil para uns e menos para outros.

Estude o que você tiver interesse e o que você desejar aprender melhor. Repita os comportamentos que são saudáveis para o seu cérebro e elimine os comportamentos e os hábitos que não são. Pratique. Você é o responsável por “construir o cérebro” que você quiser.

Ao buscarmos conhecimento estamos desenvolvendo nosso autoconhecimento. No andamento desta aprendizagem acontecem vários eventos, como por exemplo, dar-se conta das próprias atitudes e comportamentos, ao que damos o nome de insight. Nesta situação, naturalmente conseguimos refletir sobre nossos comportamentos do dia a dia e também lembramos dos comportamentos de outras pessoas.

Para promover as possibilidades de mudança, utilizamos nos treinamentos que realizamos nos nossos clientes uma metodologia que chamamos de cognitivo-comportamental. A base desta metodologia está em aprender teoricamente (cognitivo) sobre comportamentos, liderança, trabalho em equipe, relacionamento interpessoal e, posteriormente, partir para a prática com exercícios, simulações e também alguns “temas de casa” para desenvolver a aprendizagem (comportamental).

É através da prática recorrente que conseguiremos realizar mudanças efetivas relacionadas ao nosso perfil, pois somente assumiremos novos comportamentos se os benefícios da mudança forem evidentes (aumento da satisfação na vida pessoal ou profissional, reconhecimento e até prazer em função deste novo comportamento ou atitude assumida). Obviamente, só conseguiremos realizar uma mudança se conseguirmos comprar a ideia de que será importante, caso contrário, não irá funcionar.

No momento que praticamos algo diferente do que estamos acostumados, a nossa habilidade irá aumentar e naturalmente este “novo” comportamento fará parte de nós.

Com todos estes passos realizados, haverá mais sinapses e outras conexões neuronais ocorrendo no nosso cérebro, proporcionando maior agilidade, capacidade de raciocínio e predisposição para aprendizagem. Arrisco a dizer que ficaremos mais inteligentes.



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