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GESTÃO: DIFERENCIAL DA MATURIDADE – Artigo publicado na coluna de Simoni Missel na Zero Hora.

Por Simoni Missel*

“O mercado, agora e no futuro, exige dos líderes cada vez mais, a maturidade para gestão empresarial e de pessoas.”

Tenho me surpreendido com o momento peculiar que estão atravessando algumas empresas. O atual cenário econômico desenhou a tendência para uma intensa redução de custos em todas as áreas, desde a produção até os recursos humanos.

No que se refere à gestão de pessoas, percebo que uma série de demissões em níveis estratégicos começam a acontecer. Inicialmente, os níveis operacionais foram os mais atingidos para a readequação financeira das empresas ao atual momento econômico. Quando acompanho empresas clientes de diversos segmentos e analiso suas estratégias de readequação de custos, percebo claramente que chegamos em um momento peculiar, em que a redução dos salários mais elevados é o novo passo para o equilíbrio dos resultados em algumas organizações.

Dentre as diversas medidas adotadas, desta vez me reservo ao direito de analisar as demissões de profissionais com maiores salários, mais experientes, com mais “tempo de casa” e em altos níveis de liderança. Neste caso, ficamos nos perguntando: Quem ocupará estas vagas estratégicas e de altíssima responsabilidade?

Tenho dedicado algum tempo a analisar e compreender este momento pela relevância que estas atitudes podem ter nos próximos anos. Faço isso estudando e conversando com os líderes de empresas de todos portes e segmentos, meus clientes e alunos do MBA. Minha intenção é contribuir para o entendimento dos reflexos dessas demissões em todas as áreas: pessoal, social, familiar, política, econômica, profissional e, não menos importante, no mundo organizacional.

Percebo que a escolha para preencher estas vagas, em muitas organizações de pequeno, médio e grande porte, tem sido por profissionais, na grande maioria, “prata da casa” (que já trabalham na empresa). Porém, estes são menos experientes, mas muito dedicados, motivados e com potencial para ocupar cargos de liderança estratégicos. Aqui é importante salientar que, na maioria das vezes, a maturidade de gestão desses profissionais ainda não foi muito bem desenvolvida. Isso porque ela se desenvolve com as experiências do cargo, não bastando bom conhecimento técnico e bons resultados. Muitas vezes, estes novos líderes não estão preparados para uma liderança efetiva, com todos os requisitos que esta função exige.

Portanto, o precisamos contar com o tempo de amadurecimento destes profissionais para que alcancem bons resultados de gestão no novo papel de líder. Torna-se importante considerar oportunidades que possibilitem o aceleramento da maturidade de gestão, no menor tempo possível, uma vez que “o pneu do avião está sendo trocado, e ele ainda está no ar”.

São gestores menos experientes assumindo cargos de liderança, sem tempo hábil para desenvolver a maturidade para tal. Porém, a necessidade e o momento peculiar do mercado exigem que estas medidas sejam tomadas.

Um caminho para antecipar a maturidade desses profissionais pode ser prepara-los dentro da empresa, permitindo que assumam responsabilidades que exijam mais maturidade, sempre com a supervisão de um líder mais preparado. O mercado também já dá sinais de que a maturidade de gestão deve ser desenvolvida antes mesmo de ser necessária, haja vista a crescente demanda por programas de coaching e treinamentos específicos.

*Simoni Missel é Coach Executiva, especialista em Gestão de Pessoas, mestre em Psicologia e Sócia diretora da Missel Capacitação Empresarial.



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