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GERENCIE A SI MESMO

Por Simoni Missel*

Vivemos uma era de oportunidades que ainda não havia sido vista no mercado de trabalho. É possível escalar o topo das profissões em tempo recorde, em diferentes idades e níveis de conhecimento. Porém, as oportunidades exigem cada vez maiores responsabilidades. Responsabilidades pelos resultados para empresa, pelas atitudes e comportamentos, pelos conhecimentos e principalmente pelo gerenciamento da própria carreira.

Ao longo de 33 anos desenvolvendo pessoas nas organizações, vivenciei diversas fases e modelos de Gestão de Pessoas, desde a inexistência de gestão até o atual modelo defendido por Tom Peters (consagrado especialista americano em gestão estratégica), que afirma: “A prioridade são as pessoas. Pessoas, Pessoas e Pessoas, em 1º, 2º e 3º lugar. Isto porque 98% do sucesso de um negócio tem a ver com execução e 99% da execução tem a ver com pessoas.” Quando os holofotes se voltam para as pessoas no mundo corporativo, gerenciar a própria carreira com maturidade e planejamento se tornou uma condição para garantir um lugar ao sol.

O aperfeiçoamento constante em todos os níveis hierárquicos, sem exceção, é uma condição básica para o desenvolvimento da carreira de qualquer profissional e das organizações. Os fundamentos da liderança estão sendo repensados e reestruturados para adequarem-se a nova tendência mundial e as demandas do mercado. Vemos muitos gestores buscando novos modelos de gestão e angustiados por não encontrá-lo. As pessoas não são lógicas e o mundo racional e lógico que os analistas tentam vender é irreal. Ninguém está pronto para esta mudança e isto gera angústia. Nem as pessoas, nem as organizações, tudo precisa ser redefinido. Não é nenhuma novidade acontecerem transformações radicais em períodos de virada de século. É preciso ter isto em mente e saber tirar proveito destes momentos.

Ressalto sempre aos meus alunos na universidade, clientes empresários e gestores, que a diferenciação na carreira dos profissionais de sucesso é o conhecimento de seus pontos fortes e fragilidades. É isto que Daniel Goleman, criador do conceito de Inteligência Emocional nas organizações, definiu como a primeira das 5 habilidades do líder para a Inteligência Emocional: a autoconsciência. Autoconsciência significa, segundo o autor do Best Seller, “entender a fundo as suas emoções, seus pontos fortes e suas fraquezas. Indivíduos com forte autoconsciência não são excessivamente críticos, nem irrealisticamente esperançosos.” Profissionais com alto grau de autoconsciência são gerentes de si mesmo, pois tem a percepção do impacto dos seus sentimentos sobre si próprio, sobre os outros e sobre o seu desempenho no trabalho.

O único jeito de descobrir suas potencialidades é analisando o feedback recebido das pessoas. Praticado de forma constante, este método mostrará em um período relativamente curto onde estão seus “pontos fortes”. Você terá evidências do que está fazendo da maneira correta e o que está lhe impedindo de ter melhor desempenho. Vai mostrar onde não é tão competente e áreas que deveria evitar, pois seus esforços não lhe trariam bons resultados.

Estes feedbacks poderão ser obtidos verbalmente das pessoas de seu convívio pessoal e profissional, bem como, através de assessment (testes validados cientificamente e desenvolvidos para analisar perfis comportamentais de profissionais interessados em aperfeiçoar características específicas para melhorar a performance).

Uma análise através do feedback ou assessment oferece 3 passos para o autogerenciamento pessoal e profissional:

1º Passo – Antes de tudo concentre-se nos pontos fortes, que podem sempre leva-lo a resultados surpreendentes.

2º Passo – Fortaleça-os ainda mais. Você logo vai identificar onde é preciso reforçar habilidades ou adquirir novas, e identificar lacunas que precisam ser desenvolvidas (no seu dia a dia ou em um processo de coaching).

3º Passo – Analise onde seu conhecimento ou expertise pode estar lhe causando uma “arrogância intelectual”. Ou seja, uma incapacidade de perceber suas oportunidades de melhoria e superá-las. Talvez o que você considera um conhecimento ou habilidade desnecessária pode ser um grande diferencial, ou até mesmo essencial para o desenvolvimento de sua carreira.

A habilidade para gerenciar a si próprio e sua carreira é medida pela capacidade do profissional de fazer sua autoavaliação, com uma percepção adequada de suas limitações e de suas qualidades.

*Simoni Missel é Coach Executiva, especialista em Gestão de Pessoas, mestre em Psicologia e Sócia diretora da Missel Capacitação Empresarial.



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