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Imagem: freepik / lookstudio

EM 2021 TODOS OS OLHOS ESTARÃO VOLTADOS PARA O RH

*Por Ricardo Missel

O ano de 2020 consolidou o protagonismo do fator humano como a mola propulsora das mudanças organizacionais. A partir das adaptações e demandas advindas da emergência de um mundo em pandemia, as instituições concluíram que o centro de suas ações precisava estar mais voltado para as pessoas. Quem ainda tinha dúvida de que as empresas eram feitas de recursos humanos e não de máquinas, tirou suas conclusões sem maiores argumentos contrários. Nessa realidade, todos os olhos se voltam para a área de RH das organizações.

Em função da COVID-19, grande parte dos desafios de 2020 esteve relacionado à necessidade de desenvolver uma nova estrutura organizacional, onde fosse possível conciliar a continuidade de uma atividade econômica estável com a responsabilidade sobre a saúde física e mental dos colaboradores. O fator humano entrou em evidência dentro das empresas e ganhou destaque sobre as prioridades de um negócio sustentável e preparado para o futuro.

As lideranças de RH foram mais requisitadas do que nunca, pois seu principal “insumo” era ao mesmo tempo a “solução e o problema” para os negócios. Apresentar um plano de ação sobre como administrar as pessoas em um cenário de crise era uma tarefa extremamente delicada e urgente. Agora, aquele mesmo líder de recursos humanos que muitas vezes precisava implorar para discutir uma pauta passou a ser visto como o primeiro assunto das reuniões estratégicas.

Parece que agora e daqui para frente as perspectivas sobre a área de RH mudaram. Quem ainda era cético sobre a responsabilidade e importância da gestão de recursos humanos perdeu sua posição de combate. A transformação necessária para sair da crise, enfrentar a pandemia e seguir sustentável em um mundo incerto vai além de ampliar a participação do RH no plano de ação. É necessário envolver essas lideranças diretamente na estratégia macro da organização e considerar as informações e insights do RH sobre o impacto das decisões no capital humano.

Analisando esse cenário, é possível destacar quatro atitudes essenciais no trabalho dos líderes de RH, para que seja possível melhorar o desempenho do capital humano nas empresas.

1 – Colocar as estratégias de RH na frente do RH funcional

Atividades de departamento pessoal, benefícios, saúde mental, políticas de cargos entre outras são fundamentais para qualquer organização. Entretanto, cada um desses tópicos precisa ser coordenado de forma estratégica, e não apenas funcional. É necessário que haja alinhamento entre os objetivos estratégicos macro e os planos de ação do RH.

2 – As informações precisam gerar insights de apoio a decisão

Para agir de forma estratégica, o RH precisa trazer insights relevantes e não apenas informações para tomada de decisão. Práticas de gestão como o People Analytics permitem que os planos de ação sejam mais assertivos e eficazes.

3 – Apoiar e refletir uma cultura que impacte positivamente no negócio

As pessoas precisam conhecer a cultura da empresa e praticar seus valores. Para isso, o RH tem papel fundamental de disseminar essa cultura e ter certeza de que as pessoas a conhecem, praticam e respeitam.

4 – Mapear o perfil de profissional necessário para organização e entender suas demandas.

Identificar as pessoas certas para o lugar certo vai além das conversas e percepções do dia a dia. Ferramentas que utilizam ciência como assessments e pesquisas devem ser utilizadas para mapear os profissionais, suas competências e percepções sobre o trabalho. Isso afeta diretamente na produtividade e no desempenho individual e das equipes.

*Ricardo Missel é sócio da Missel Capacitação Empresarial, Administrador e Especialista em Design Estratégico.



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