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COMPLIANCE – A ÉTICA PARA O SUCESSO – Matéria publicada na Coluna de Simoni Missel na Zero Hora

Por Simoni Missel*

“Uma só pessoa não consegue mais administrar um negócio, nem as possíveis consequências das decisões estratégicas. É preciso muitas cabeças apoiando e pensando como se fossem donos. Por isso, áreas trabalhando isoladamente não conseguem identificar o impacto que os riscos podem causar para a organização, o que exige que a gestão dos riscos seja compartilhada em todos os setores da organização”.


É cada vez maior a preocupação das empresas para que sejam cumpridas todas as regras, as leis e os regulamentos aos quais devem se submeter. Esta preocupação envolve todas as áreas e atividades da empresa e inclui as regras impostas pelas agências reguladoras do governo desde leis tributárias, regras contábeis e até licenças ambientais. Esta preocupação está representada nas organizações pelo Compliance, que são as práticas de gestão para eliminar fraudes, aumentar os controles internos e trazer benefícios como a redução de custos, o melhor controle do negócio e a eliminação de muitos riscos. Quando as empresas criam regras claras, evitam o retrabalho e tornam-se mais eficientes, reduzindo o desperdício e melhorando o desempenho da empresa.

Os holofotes do mercado nacional estão voltados para o Compliance, que estabelece o código de ética e conduta da empresa e um sistema eficaz de punição. As políticas e procedimentos são estruturados para comunicar que o programa existe e deve ser seguido, caso contrário, as punições podem chegar até a pessoa física e causar grandes prejuízos para a empresa e para quem descumprir com estas regras.

Essas práticas formam um novo cenário que estimula a ética, a conduta e a transparência, que precisam estar enraizadas na empresa e nas pessoas que nela trabalham, pois são obrigações compartilhadas… E percebo que aí reside o maior perigo!

Acompanhando empresas de diversos segmentos, na área de gestão de pessoas e desenvolvimento de lideranças, observo que muitas delas estão trabalhando fortemente para o aculturamento de seus profissionais e administração dos conflitos gerados pelas diferenças individuais. O foco tem sido a busca de uma maior aproximação e o apoio de todos para a prática do Compliance. Sabemos que, para muitos, isto exige um novo modelo de gestão, uma nova mentalidade e uma nova cultura.

A solução das empresas bem-sucedidas tem sido utilizar a educação executiva para a união e comprometimento das equipes. Através de palestras e treinamentos para o engajamento e desenvolvimento de todos os funcionários, bem como, novos estilos e posturas de liderança. A situação brasileira se torna mais difícil nesta questão, uma vez que muitas empresas brasileiras ainda não perceberam a importância do Compliance e sua relevância para melhorar a performance das organizações. Os seres humanos não são máquinas. Não é suficiente criarmos regras, normas e descrevê-las em um computador e pedir que eles as cumpram como se fossem um software rigorosamente programado. Condutas éticas, valores e comportamentos são absolutamente subjetivos, complexos e seus resultados costumam ter uma origem emocional, frequentemente desconhecida.

O Compliance serve para melhorar a imagem da empresa perante ao mercado e todos aqueles interessados em seu bom desempenho (chamados de stakeholders), e a protege de problemas jurídicos e multas que podem comprometer a estabilidade financeira.

Estamos diante de uma evolução dos mercados em termos de confiança e segurança.

*Simoni Missel é Coach Executiva, especialista em Gestão de Pessoas, mestre em Psicologia e Sócia diretora da Missel Capacitação Empresarial, autora do livro: Feedback Corporativo.



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